Aberta Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária

O Governo do Estado realizou nesta segunda-feira (27) solenidade para marcar o início do funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), em Natal. O equipamento está situado nas esquinas das avenidas Jaguarari e Capitão Mor Gouveia, bairro de Lagoa Nova e funcionará de segunda a sábado, das 6h às 17h. 

A Central ser√° gerenciada pela Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Estado do Rio Grande do Norte (Cooafarn). O governador Robinson Faria, o secret√°rio estadual da Agricultura, Guilherme Saldanha, e a representante da Cooafarn, F√°tima de Lima Torres, assinaram o termo de compromisso operacional autorizando a cooperativa a gerir a Cecafes.
 
A entidade foi selecionada pelo Edital de Chamada P√ļblica, juntamente com o Comit√™ Gestor que √© composto por representantes da SAPE, Emater-RN e pelo conjunto dos permission√°rios, incorporando um desenho participativo e democr√°tico de gest√£o.¬†

São 5.000m2 divididos em 50 barracas, 32 boxes, uma lanchonete/restaurante, duas panificadoras, duas peixarias e um box para carnes. 

Na Cecafes, são comercializados produtos como hortaliças, verduras e frutas; produtos secos como castanha, arroz da terra, feijão, milho; produtos processados como geleias, doces, bolos, mel, dentre outros. Os clientes tem acesso, ainda a uma seção de frios com queijos, manteiga, leite, iogurtes e polpas de frutas, além de carnes de caprinos, ovinos e aves. Todos os itens são originários da agricultura familiar do Rio Grande do Norte. 

A Central possui, tamb√©m, um audit√≥rio para 150 pessoas, duas salas de aula, sala da administra√ß√£o do espa√ßo, laborat√≥rio de inform√°tica e tr√™s salas comerciais espa√ßo que receber√° divis√≥rias para loca√ß√£o a organiza√ß√Ķes vinculadas √† atividade da Agricultura Familiar. "Nossa sensa√ß√£o √© de dever cumprido. √Č um sonho realizado. Hoje, os agricultores familiares tem a sua casa, seu mercado, seu shopping, como quiserem chamar esse espa√ßo", afirmou o governador do Estado, Robinson Faria, ressaltando que os permission√°rios n√£o pagar√£o qualquer taxa pela perman√™ncia na Central enquanto sua gest√£o √† frente do executivo estadual perdurar.¬†

Outra novidade anunciada pelo governador √© que 30% dos g√™neros aliment√≠cios para as unidades do Restaurante Popular ser√£o adquiridos na Central. A solenidade teve a participa√ß√£o de diversas institui√ß√Ķes ligadas √† agropecu√°ria e √† economia do Rio Grande do Norte.¬†

A diretora geral da Emater-RN, C√°tia Lopes, ressaltou que a Cecafes sempre foi uma prioridade para o governador Robinson Faria e, para ser concretizada, muitas institui√ß√Ķes se deram as m√£os. "Trouxemos os agricultores familiares para um dos lugares mais nobres da cidade. Tudo foi feito com muito zelo.¬†

A Central faz jus para se transformar em um verdadeiro ponto turístico de Natal e isso será um processo natural, pois não existe outro equipamento na cidade que se equipare a esse", considerou Cátia Lopes. 
SONHO REALIZADO
 Para os produtores que conquistaram um espaço na Cecafes, o dia da abertura foi como "um sonho realizado". Vilma Teixeira Damasceno, 48 anos, agricultora familiar desde os 10 anos de idade, trouxe seu feijão verde de Macaíba, região metropolitana de Natal. Mas não vai parar por aí. Nos próximos dias, ofertará aos consumidores a macaxeira, jerimum, goma de tapioca, entre outros produtos. 

A Associação de Mulheres do Assentamento Pedregulho, na zona rural de Ceará Mirim, aguardava o funcionamento da Central com muita ansiedade. O grupo é formado por 15 mulheres e produz bolos, cocadas, doces e beijus. A ideia é aumentar a produção para oferecer aos novos consumidores em Natal. 

Os agricultores familiares, associa√ß√Ķes e cooperativas que passam a comercializar seus produtos na Central foram selecionados atrav√©s de um Edital de Chamada P√ļblica, cujo processo foi conclu√≠do em dezembro de 2016. O crit√©rio b√°sico para participa√ß√£o √© possuir Declara√ß√£o de Aptid√£o ao Pronaf (DAP) ativa (pessoa f√≠sica e jur√≠dica). A distribui√ß√£o, para ocupa√ß√£o dos espa√ßos, pelos agricultores e agricultoras familiares individuais, bem como pelas associa√ß√Ķes e cooperativas selecionadas foi definida por sorteio. A Central de Comercializa√ß√£o da Agricultura Familiar foi constru√≠da com recursos do Minist√©rio do Desenvolvimento Agr√°rio (MDA) e do Governo do Estado, atrav√©s da SAPE.¬†

Os √ļltimos investimentos para finaliza√ß√£o da reforma e estrutura√ß√£o da Central somaram mais de R$ 1.570.000,00 ,sendo R$ 1.413.000,00 do MDA e R$ 157.000,00 de contrapartida do Governo do Estado, atrav√©s da Emater-RN. Esses recursos foram destinados √† aquisi√ß√£o de mobili√°rio, ve√≠culos (dois caminh√Ķes e um carro de passeio), equipamentos de inform√°tica, audiovisual, dentre outros. Para as obras de recupera√ß√£o da estrutura, foram investidos mais R$ 616 mil, parceria com o RN Sustent√°vel.¬†

Fonte: EMATER/RN