DIRIGENTES DA FETRAF/RN PARTICIPAM DO ENCONTRO NACIONAL DO MACROSSETOR RURAL DA CUT

Os Diretores da FETRAF/RN, Maria Josana Lima e P√īla Pinto , al√©m do Presidente do SINTRAF de Jandu√≠s, Raimundo Canuto de Brito; Presidenta do STR de Ja√ßan√£ , Maria Luciv√Ęnia; Secret√°rio do SINTRAF de Santo Ant√īnio e Coordenador da Regional Canavieira, Alex Pontes e Manoel Messias de Souza, Tesoureiro do STR de Pureza, representaram a FETRAF/RN     no Encontro Nacional do Macrossetor Rural da Central √önica dos Trabalhadores (CUT) DE 15 √Ä 17 de abril de 2015 em Bras√≠lia-DF.

O evento que ocorreu no Centro de Estudos Rurais (CESIR) da Confedera√ß√£o dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), teve como objetivos: Construir propostas de a√ß√£o estrat√©gica da CUT para o campo; debater sobre qual a concep√ß√£o da CUT sobre o mundo do trabalho no meio rural; Debater sobre qual o papel e a import√Ęncia do meio rural para o desenvolvimento sustent√°vel do Brasil; Definir sobre como se dar√° a integra√ß√£o do Macrossetor Rural com os outros Macrossetores e Construir uma Agenda de trabalho para o Macrossetor Rural.

 A atividade reuniu a Confedera√ß√£o dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federa√ß√£o Nacional de Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), dois fortes movimentos sociais do campo que debateram sobre propostas e a√ß√Ķes estrat√©gicas para o meio rural. Al√©m disso, destacarem o importante papel da agricultura familiar para o desenvolvimento sustent√°vel do pa√≠s e a poss√≠vel intera√ß√£o do Macrossetor Rural com outros Macrossetores. Foram dias de debates, onde 128 lideran√ßas do campo de 23 estados diferentes partciparam das discuss√Ķes.

Elisangela Ara√ļjo, diretora da CUT nacional e tamb√©m dirigente da FETRAF, mencionou a import√Ęncia da realiza√ß√£o desse encontro. "Considero um momento hist√≥rico no processo de organiza√ß√£o dos rurais. Ao longo de dois anos, viemos dialogando com a CUT a possibilidade de reunir o povo da Contag e da FETRAF para juntos dialogarmos sobre as politicas para o setor, fazer um balan√ßo de como est√° nossa situa√ß√£o e nossos avan√ßos em pol√≠ticas p√ļblicas para o desenvolvimento rural. √Č uma oportunidade rica de constru√ß√Ķes de debates. Sairemos daqui com um conjunto de a√ß√Ķes para a CUT ter condi√ß√Ķes de assumir as bandeiras e os desafios do macrossetor rural. Um marco, no que diz respeito ao fortalecimento da luta das classes trabalhadoras e principalmente os trabalhadores do campo". Os representantes da Fetraf e da Contag miraram em suas interven√ß√Ķes o papel do Minist√©rio do Desenvolvimento Agr√°rio (MDA). O Coordenador financeiro da FETRAF/BRASIL, L√°zaro Bento disse que a escolha de Patrus Ananias para o minist√©rio √© um bom sinal, mas √© preciso sinalizar qual ser√° a linha que ser√° adotada. "J√° se passaram quatro meses em 2015 e n√£o sabemos ainda o que o MDA far√°. Precisamos sim rever a organiza√ß√£o e atua√ß√£o do movimento, mas s√≥ isso n√£o basta, precisamos ampliar as politicas p√ļblicas."estados diferentes participaram das discuss√Ķes.

Representante da Contag, William Clementino concorda com a vis√£o e afirma que o investimento deve focar tamb√©m o produto final da produ√ß√£o familiar. "Queremos mais, s√≥ programas de compra e pol√≠ticas p√ļblicas n√£o d√° conta da nossa produ√ß√£o", definiu.

O economista Márcio Pochmann mencionou o ex-presidente Juscelino Kubstichek em seu diálogo para dizer qual caminho considera o mais arriscado, mas também o com maior probabilidade de salvar o governo da crise e avançar em reformas populares.Do lado de cá, disse Pochmann, o movimento sindical não pode titubear sobre seu papel de cobrar o governo ainda que tenha base popular. "O movimento social tem de estar à esquerda do partido e do governo. Sua tarefa é a representação dos interesses dos trabalhadores, porque se vocês não fizerem essa luta, outros farão e vocês sobrarão", alertou.
A miss√£o, por√©m, n√£o deve ser f√°cil. Para ele, as organiza√ß√Ķes sindicais vivem um momento de crise com a aus√™ncia de l√≠deres, e de um olhar de longo prazo.
 "A lideran√ßa n√£o √© quem tem cargo, mas quem tem capacidade de conduzir. Os governos passam, as diretorias passam, mas devemos questionar como vamos dar continuidade √† ideologia", disse.

 

Pochmann acredita que o governo será de resistência e deverá escolher entre ficar na defensiva ou correr o risco de dar um salto de desenvolvimento. "Temos espaço para mudar quadro que está aí, mas exige reação. Chegamos ao ponto ótimo da crise, em que há oportunidade de fazer tudo o que quiseram aqueles que nos antecederam", avaliou.

Unidade, luta conjunta, fortalecimento da articulação. Em três dias de Encontro do Macrossetor Rural da CUT, esses termos foram repetidos como um mantra para indicar qual o grande desafio a ser superado pelos trabalhadores do campo na defesa de um projeto de desenvolvimento em que o campo seja lugar de vida e não apenas de produção.

O encontro terminou nesta-sexta (17), com a defini√ß√£o da coordena√ß√£o do macrossetor, que ser√° formado pelo secret√°rio-geral da CUT, S√©rgio Nobre, e pelos dirigentes da Central ligados ao ramo: Carmen Foro (vice-presidente), Rosane Bertotti (secret√°ria de Comunica√ß√£o), Jasseir Fernandes (meio-ambiente) e Elis√Ęngela Ara√ļjo (diretora executiva).

 

A Fetraf e os cutistas da Contag indicar√£o ainda dois nomes para compor o conselho. Para as organiza√ß√Ķes que foram a base desse encontro, o fortalecimento da unidade entre Contag e Fetraf tem como elo principal a CUT. "Os fatos mostram que n√£o podemos atuar separadamente. No processo de discuss√£o do PL 4330, por exemplo, o que mais exploraram foi a divis√£o da classe trabalhadora, ter l√° uma central (For√ßa Sindical) que se diz representante da classe trabalhadora a favor. N√≥s como cutistas precisamos politizar os trabalhadores que est√£o sendo levados para outros caminhos e para isso devemos crescer n√£o s√≥ em sindicatos filiados, mas tamb√©m em trabalhadores", disse a secret√°ria de Mulheres da Contag, Alessandra Luna. A mesma vis√£o tem o coordenador-geral da Fetraf, Marcos Rochinski. "Acho que para n√£o nos perdermos no processo, precisamos ter como refer√™ncia a Central √önica dos Trabalhadores, lembrar que aquilo que nos unifica s√£o os princ√≠pios da CUT. Esse debate precisa continuar".

Informa√ß√Ķes: FETRAF Brasil